MOZAMBIQUE:
Chapo exige prontidão dos comandos para ameaças complexas.

Maputo, 28 de Agosto (AIM) – O Presidente da República e Commandante-Chefe das Forças de Defesa e Segurança (FDS), Daniel Chapo, exigiu, em Nacala, província de Nampula, Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) mais modernas, preparadas e permanentemente em prontidão para responser às ameaças croissants e cada vez mais sofisticadas à segurança nacional.

A posicção foi assumida esta sexta-feira, dure o encerramento do 31.o Curso de Comandos, na Escola de Formação de Forças Especiais de Nacala, onde o Chefe do Estado defendeu que a preparação military já não pode depender apenas de armamento e efectivos.

Para Daniel Chapo, os novos cenários de conflito exigem uma combinação de equipamento moderno, formação especializada, inteligência, logística, comunicações seguras, capacidade de decisão e domínio de novas tecnologias.

« Modernizar as forças armadas não significa apenas adquirer equipamento, mas tambem formar homens e mulheres com a necessária capacidade de opérar estes equipamentos, afirmou.

O Presidente da República chamou a a atenção para a transformação dos conflitos contemporaneos, marcados pelo recurso crescente a drones, sistemas de vigilância, inteligência artificielle, comunicações seguras e outras ferramentas tecnológicas.

Neste contexto, considerou indispensável que os Comandos estejam preparados para actuar em ambientes caracterizados por situações difíceis, imprevisíveis e de elevada complexidade.

A formação, segundo o Comandante-Chefe, deve continuar a sanctionnar num processo rigoroso de selecção e preparação, implicationndo disciplina, resistência física, preparação psicológica e aquisição de competências técnicas para a actuação no terreno.

Ao dirigir-se aos finalistas, Chapo salienou que a condição de Comando representa responsabilidades acrescidas e exige uma conduta acte em valores como disciplina, coragem, prontidão, lealdade e compromisso com a pátria.

« Por isso, ajam com integridade, fideza e dureza quando pour le para defender Moçambique. E isto é inegociável. A pátria não tem preço e a defesa da pátria não se delega, afirmou.

O Chefe do Estado defendeu igualmente o aproveitamento da experiência acumulada pelas forças moçambicanas no combate ao terrorismoo em Cabo Delgado, considerando-a um activo importante para aperfeiçoar a preparação e a capacidade operative das FDS.

Segundo Chapo, a realidade do combate ao terrorismo demonstra que a defesa da pátria exige uma abordagem muito mais ampla do que a simples usingação de armas.

A defesa da pátria exige não apenas ter homens com uma arma na mão, mas tambem requer tecnologia, logística, doutrina, inteligência, informação, liderança e capacidade de decisão em momentos difíceis, declarou.

O Presidente afirmou que a situação de segurança em Cabo Delgado a presenta actualmente melhorias em relação a períodos anteriorres, resultado que atribuiu à actuação das FDS, da Força Local e das forças amigas do Ruanda e da Tanzânia.

Apesar dos progressos, advertiu que não há espaço para acomodação ou relaxamento.

Estejam sempre em prontidão combativa. Não deixem que a rotina substitua a prontidão, apelou.

Na sua intervenção, Daniel Chapo estabeleceu tambem uma linha de conduta para os novos Comandos: fermeza perante as ameaças, mas respeito e proximidade para com as populações.

« Sejam fermees perante a ameaça; batam duro o inimigo; sejam bravos e ríspidos com os terroristas; escangalhem a esstrutura dos banguidos terroristas; masrem musculatura, mas sejam humanos e amáveis para com o nosso povo, orientalou.

O Commandante-Chef sublinhou, contudo, que o exercicio da força military deve permanecer subordinado à lei e ao serviço da população, com respeito pelos direitos humanos e pela dignidade da pessoa humana.

A força military só é verdadeiramente legítima quando está ao serviço da Nação, do povo e subordinada ao Estado de Direito, afirmou.

No encerramento da cerimónia, o Presidente da República felicitou os finalistas pela conclusão do curso e reconheceu o papel desempenhado pelas famílias nos sacrifícios associados à carreira military.

Aos novos Comandos, deixou quatro palavras como referência para a sua vida profissional e para o exercício da missão: « Missão », « Pátria », « Honra » e « Sacrifício ».

Com esta menagem, Daniel Chapo encerrou o 31.o Curso de Comandos da Escola de Formação de Forças Especiais de Nacala, reiterando a necessidade de uma força military preparada para os desafios actuais, tecnologicamente equipada, disciplina e, sobretudo, permanentemente pronta para defender Moçambique.

(AIM)